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Oportunidades do autoconsumo em debate numa conferência da APESF (30.01.2015)

 

O potencial da produção em autoconsumo foi evidente por existir uma aposta nas energias renováveis e nos recursos endógenos de uma forma custo-eficiência, contribuindo para a sustentabilidade do Sistema Elétrico Nacional e também para uma democratização da produção de eletricidade. Portugal pode, e já é, uma referência no aproveitamento das energias renováveis, conclusões retiradas na Conferência sobre Geração Fotovoltaica Distribuída, promovida pela APESF – Associação Portuguesa das Empresas do Sector Fotovoltaico, e que decorreu a 29 de janeiro no Centro de Congressos de Lisboa. Carlos Sampaio, da APESF, atestou que um dos desafios do Decreto-Lei para o autoconsumo é a alteração entre o conceito de projeto financeiro para medida de eficiência energética. Destacou ainda a democratização da produção de energia e a fixação do preço da mesma, além dos projetos autossustentáveis e do sistema modular, ou seja, uma instalação flexível segundo as necessidades de cada consumidor.

 

João Carlos Mateus, da PCTA – Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo, destacou as tecnologias existentes para o autoconsumo defendendo a necessidade de uma urgente aposta e inovação nas tecnologias energéticas, dando alguns exemplos de avanços tecnológicos já garantidos: utilização do vento para bombear água nas barragens, a MOBI.E – Soluções Integradas para a Mobilidade Elétrica, tecnologia das ondas em estudo, o INOVGRID – redes inteligentes para uma distribuição e consumo eficiente.
Manuel Matos da INESC TEC & FEUP abordou as smart grids, ou o autoconsumo na rede elétrica, através das duas estratégias de controlo possíveis: controlo local que garante o controlo dos perfis de tensão das redes de Baixa Tensão com informação recolhida no nó da instalação de cada unidade de microgeração; e o controlo coordenado que é um esquema de controlo descentralizado e hierárquico que explora a arquitetura de comunicações e as possibilidades de controlo disponíveis para o smart-metering para abordar o problema da Média Tensão e da Baixa Tensão, garantindo assim uma operação coordenada de todos os dispositivos. A DGEG, representada pelo Diretor Carlos Almeida e por Carlos Magno explanaram, de forma detalhada, o conteúdo do Decreto-Lei sobre produção distribuída e as respetivas portarias, dissipando muitas das dúvidas existentes à data. Carlos Almeida anunciou que se encontrava previsto que a plataforma de registos abra no dia 2 de março de 2015 e que a 1.ª atribuição de potência seria no final do mesmo mês. Paralelamente também alertou para o facto que os novos quadros de apoio comunitário preveem o apoio a centrais de autoconsumo quando enquadradas num plano de eficiência de consumo.

 

Artur Trindade, Secretário de Estado da Energia, defendeu uma contínua aposta nas energias renováveis apesar de assentar num paradigma que assegure a sustentabilidade do Sistema Elétrico Nacional (SEN) e que promova o equilíbrio entre a competitividade, a segurança do abastecimento (com 60% da eletricidade consumida em Portugal a ser gerada por fontes de energia renovável) e a sustentabilidade ambiental. Relembrou os objetivos da revisão do regime de produção distribuída: dinamizar a atividade de produção distribuída, existência de novas instalações de produção distribuída dimensionadas consoante as necessidades, injetar os excedentes na RESP e simplificar os modelos de mini e microprodução. Explicou como funcionam os dois modelos disponíveis modelos do Regime de Produção Distribuída, Autoconsumo e Pequena Produção e o que os caracteriza. No autoconsumo, a Unidade de Produção (UPAC) produz para satisfazer as necessidades de consumo e os excedentes de produção podem ser injetados na RESP sem desperdícios, e assim há uma adequação correta da capacidade de produção do regime de consumo no local. No que diz respeito à Pequena Produção, a energia produzida é toda injetada na RESP e a tarifa é atribuída por leilão, e permite o acesso à atividade dos produtores com um perfil de consumo menos sazonal e/ou regular.

Fonte: Renováveis Magazine

 

Painéis solares em casa contribuem para a redução da fatura de eletricidade. (11.12.2014)

O desafio é simples: e se cada um de nós aproveitar cada raio de sol para produzir e consumir a sua própria eletricidade? Para dar resposta a esta questão, a EDP lançou um conjunto de soluções de energia solar em autoconsumo adaptadas ao perfil e às necessidades de cada cliente.

Com soluções totalmente adequadas a cada cliente e um investimento a partir de 36€/mês, com possibilidade de pagamento em 24 mensalidades na fatura de energia, a Energia Solar EDP permite aos clientes produzir e consumir a sua própria eletricidade na sua casa durante pelo menos 25 anos.

Assim, através da substituição de parte da energia habitualmente comprada à rede, os clientes obtêm uma redução média da fatura de eletricidade entre 20 a 30%. Outro benefício inerente a esta escolha prende-se com a questão ambiental, uma opção que traz vantagens ao cliente, mas também a um futuro mais verde e sustentável.

Os primeiros 1000 clientes a aderir a esta oferta serão ainda premiados com um sistema Re:dy, um serviço inovador que permite ao cliente monitorizar a produção de energia do seu sistema solar e gerir os consumos de energia da sua casa.

As soluções de Energia Solar EDP estão já disponíveis para consulta e adesão em www.energia.edp.pt. Recorde-se que a nova legislação de geração distribuída vem permitir uma democratização do autoconsumo de energia, possibilitando assim que qualquer pessoa adira e que a energia por si produzida seja primeiramente consumida em sua casa e só o excedente seja injetado na rede elétrica.

Para dar a conhecer as novas soluções de Energia Solar EDP, a empresa está hoje a promover, ao longo de todo o dia, uma ação junto do grande público, para a qual todos são convidados a participar e a ganhar prémios. A estação de metro do Cais do Sodré foi o palco escolhido para um dia de diversão, muitas surpresas e grandes prémios.

O mote da iniciativa «Todos marcam pontos com a Energia Solar EDP» promete chamar a atenção do público e motivá-lo a participar num jogo de basket, onde cada “cesto” representa um prémio. O grande vencedor do dia, aquele que do meio do campo de basket conseguir encestar a original bola dourada, receberá um kit de energia solar EDP, composto por sistema solar de painéis solares e o novo iPhone6 para que, também remotamente, possa controlar a produção e o consumo da sua energia.

Fonte: EDP

 

Produção de eletricidade para autoconsumo ganha fôlego (22.11.2014)

22 Dezembro 2014

 

Produção de eletricidade para autoconsumo ganha fôlego

Um novo diploma do Governo abre as portas para o consumidor poupar na fatura da eletricidade. Mas é preciso limar arestas nas regras sobre a produção para autoconsumo.

Recentemente aprovado pelo Governo, o decreto-lei 153/2014 traz um avanço para os consumidores: quem quiser produzir eletricidade em casa para consumo próprio, tem a vida mais facilitada e até pode vender o excedente. Mantém-se a produção pelos particulares para comercialização total à rede (antiga micro-produção de energia).

As medidas podem significar o crescimento do mercado de kits de painéis fotovoltaicos de auto-instalação até 1500 watts de potência e ligação direta à rede pública. Mas é importante que os produtos tenham preços concorrenciais, permitindo prazos de retorno aceitáveis. Além disso, os consumidores devem estar atentos às chamadas “tarifas de mercado”, que podem induzir em erro na altura de calcular custos e ganhos.

Produção para autoconsumo
Antes, a legislação focava-se sobretudo na mini e na micro geração de energia para venda na íntegra à rede, com tarifas bonificadas. Com as novas regras, a aposta passa para a produção de eletricidade para consumo próprio pelos particulares. A ideia é o consumidor ser também produtor. Imagine que quer reduzir a fatura anual da luz, que ronda os 600 euros. Faz as contas e conclui que, se investir num sistema de produção para autoconsumo, a despesa desce para € 400 por ano. Os € 200 de poupança são conseguidos graças à eletricidade que produz para si próprio.

Para incentivar o mercado, foram simplificados alguns processos. Por exemplo, quem quiser comprar um painel fotovoltaico até 200 watts, não precisa de avisar previamente as entidades reguladoras. Para os painéis entre 200 e 1500 watts, é preciso apenas uma comunicação prévia. O consumidor pode optar por fontes de energia renováveis ou não renováveis. Também é possível estar ligado à rede para vender o excedente da eletricidade que produz. Mas a comercialização do excedente levanta algumas questões:

  • a remuneração depende de uma tarifa média de produção do mercado ibérico, da energia fornecida e de um fator de correção; no entanto, aquilo a que o diploma chama “tarifa de mercado” não se refere ao mercado doméstico (valor que o consumidor final paga pela energia), diz antes respeito ao valor do mercado de produção de energia;

  • para concretizar a venda do excedente à rede, o consumidor tem de fazer um contrato com uma empresa de energia; mas o decreto-lei apenas estabelece linhas de orientação para esses contratos; por isso, o consumidor deve confirmar se inclui cláusulas abusivas, prazos de fidelização, quotas obrigatórias de compra de eletricidade, entre outras condições desfavoráveis.

Caso o consumidor tenha uma unidade de produção com potência superior a 1500 watts, ligada à rede pública, tem de pagar às entidades competentes uma compensação fixa durante 10 anos. O montante é baseado na potência instalada e nos CIEG (Custos de Interesse Económico Geral), entre outros fatores. Em determinado período, essa compensação pode não ser necessária (pois depende da representatividade do autoconsumo no sistema elétrico). Mas é um custo que deve ser considerado. Além desse, é preciso contar com outras despesas, nomeadamente:

  • um seguro de responsabilidade civil obrigatório (o decreto-lei não define o montante do capital, remete apenas para futuras portarias);

  • adaptações da instalação elétrica e contadores (no caso das unidades de produção para autoconsumo com ligação à rede para venda do excedente ou com potência acima dos 1500 watts).

Produção para venda exclusiva à rede
Se o consumidor tiver espaço disponível e quiser produzir energia apenas para vender à rede, tem de usar uma fonte renovável. A remuneração que retira dessa comercialização baseia-se numa tarifa atualizada anualmente em portaria pelo Governo e que é sujeita a um leilão pelos operadores. Mais uma vez, a tarifa não depende do valor aplicado ao mercado doméstico.

A ideia é boa, mas precisa de ser aperfeiçoada
Com o novo diploma, o consumidor começa a encontrar soluções que aproximam o valor do kWh que produz ao valor do kWh que compra à rede. Nesta medida, o diploma incentiva claramente a produção para o autoconsumo.

Ao definir dois regimes de produção (autoconsumo e pequena produção para venda exclusiva à rede), o diploma passa a apostar no correto dimensionamento dos projetos em função do perfil de consumo energético e da finalidade. Interessa ao consumidor investir num sistema à medida dos seus gastos diários de energia. Deste modo, pode poupar porque produz eletricidade para si, em vez de comprá-la à rede.

Mas o investimento nos equipamentos continua a ser alto e o prazo de retorno é longo. Pode demorar anos até ao consumidor-produtor reaver o dinheiro investido e obter lucros reais.

Além disso, as “tarifas de mercado” anunciadas para as remunerações não podem ser vistas pelo consumidor como iguais aos valores que paga pela eletricidade no mercado doméstico. Baseiam-se antes no valor aplicado ao mercado de produção. Uma vez que as novas regras estão agora a dar os primeiros passos, vamos acompanhar o assunto com atenção nos próximos meses.

Fonte: DECO

Seminário “Autoconsumo Fotovoltaico: Estado da Arte” (6.11.2014)

6 de Novembro de 2014

Com a publicação do diploma do Autoconsumo Decreto-Lei n.º 153/2014 toda a fileira do fotovoltaico está mobilizada para a anunciada revolução energética.  Neste sentido, irá realizar-se, no próximo dia 8 de novembro, o Seminário “Autoconsumo Fotovoltaico”, em Almada.

Os Seminários temáticos permitem uma aproximação dos formandos à indústria e às empresas líderes no setor. Por outro lado são também um ponto de encontro para os profissionais do setor que ali têm a oportunidade de partilhar a sua experiência e evoluir tecnicamente. Tipicamente, em apresentações de 30 a 60 minutos, são apresentados casos de estudo, projetos de investigação na área e soluções técnicas inovadoras.

Para a 1ª edição da Pós-graduação em Energia Solar, realizaram-se dois seminários temáticos para o Módulo de Projeto Avançado em Sistemas Solares Térmicos e para o Módulo de Projeto Avançado de Sistemas Fotovoltaicos, respetivamente.

Programa:

Seminario_Autoconsumo_PV2014v5

Em 2013, realizaram-se os seminários de “Energia Solar Térmica 2013 – O estado da arte” e o seminário de “Energia Fotovoltaica 2013 – O estado da arte”, esgotando a capacidade do auditório com a presença de aproximadamente 100 profissionais do setor.

 

Seminário Autoconsumo na perpetiva de consumidores industriais e domésticos(10.10.2014)

10 Outubro 2014

15 outubro | 14h30 | Sala B032

São cada vez maiores as preocupações com os preços da eletricidade, com o ambiente e com a eficiência energética. Neste contexto, acaba de surgir a nova legislação de autoconsumo em Portugal, designada "Regime de produção distribuída". Esta legislação proporciona ao consumidor a possibilidade de produzir a sua própria energia, facultando finalmente o direito de investimento numa alternativa à energia da rede elétrica, facilitando a utilização do seu próprio recurso energético.

Relativamente aos modelos anteriores de microgeração e minigeração, o autoconsumo distingue-se por permitir o consumo da própria energia autoproduzida, por relaxar limites de capacidade e cotas dando flexibilidade para que o mercado funcione naturalmente, salientando-se ainda o importante aspecto de não ter qualquer encargo adicional para o sistema elétrico, ao contrário de todos os mecanismos de promoção de renováveis implementados anteriormente.

Para as empresas do setor é uma grande oportunidade para um novo mercado emergente. Ficam, desta forma, abertas novas oportunidades de mercado para o setor e para novas empresas com novos modelos de negócio, criando postos de trabalho e impulsionando a economia verde. Este modelo de autoconsumo implicará novas abordagens do mercado, integrando conceitos de autoprodução com conceitos de eficiência energética e também novas formas de comercialização de energia e serviços. O governo ambiciona que sejam instalados 300 MW de autoconsumo até 2020, o que representa mais de 500 milhões de euros em volume de negócio.

Este webinário acolhido na FEUP é promovido pela Voltimum e pelas renováveis magazine e será apresentado por dois professores universitários envolvidos já há algum tempo em projetos de empreendedorismo no setor da energia fotovoltaica e eficiência energética. O webinário pretende discutir as novas oportunidades de negócio e a viabilidade destes projetos de autoconsumo nas perspetivas dos consumidores domésticos e dos consumidores industriais.

Oradores:

Prof. Cláudio Monteiro (FEUP)
É Professor da FEUP, especialista nas áreas de energias renováveis, eficiência energética e sistemas elétricos em geral. É Diretor da renováveis magazine. Em 2013 foi Presidente da APISOLAR - Associação Portuguesa de Energia Solar. Foi o fundador da empresa Smartwatt, empresa de serviços energéticos com atividade na promoção, instalação e gestão de projetos fotovoltaicos integrados no consumo.
O Prof. Cláudio Monteiro apresentará a perspetiva dos consumidores industriais, discutindo aspetos de viabilidade económica, possíveis soluções técnicas de autoconsumo em diferentes áreas de aplicação para consumidores industriais de média e grande dimensão. Serão abordados aspetos de interação entre o autoconsumo e a eficiência energética.

Prof. Manuel Azevedo (ISEP)
É Professor do ISEP e empreendedor em várias vertentes do setor fotovoltaico. Fundou uma empresa de assemblagem de painéis fotovoltaicos, e uma outra empresa de promoção de projetos de centrais fotovoltaicas integradas em instalações de consumo, estando recentemente envolvido num novo projeto de empreendedorismo para a comercialização de energia elétrica com soluções de autoconsumo fotovoltaico.
O Prof. Manuel Azevedo apresentará as oportunidades que surgem com a nova legislação de autoconsumo na perspetiva do consumidor doméstico, soluções técnicas de sistemas fotovoltaicos para pequenas instalação e novas soluções de comercialização de energia integrando o autoconsumo fotovoltaico.

Apoio: SYSTEC

Poderá assistir ao seminário de forma presencial ou através da Internet (transmissão em direto via streaming).

Fonte: FEUP

Governo aprova novo regime de energia renovável para autoconsumo (5.09.2014)

14:39 05.09.2014

O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, o novo enquadramento legal da produção distribuída de eletricidade. Famílias e empresas passam a poder produzir eletricidade renovável, destinada ao autoconsumo e à venda à rede elétrica.

video SIC

 

Fonte: SIC Notícias

SIC Noticias

 

Agora vai poder produzir eletricidade em sua casa (04.09.2014)

 2014-09-04 20:27

Governo aprovou, em Conselho de Ministros, o regime jurídico da produção de eletricidade destinada ao autoconsumo

A Quercus congratulou-se pela decisão do Governo de permitir às famílias a produção de eletricidade para consumo próprio, através da instalação de painéis fotovoltaicos, considerando poder ser «uma verdadeira revolução», com vantagens ambientais e de poupança.

O Governo aprovou esta quinta, em Conselho de Ministros, os regimes jurídicos da produção de eletricidade destinada ao autoconsumo e venda à rede elétrica de serviço público, o que tem como objetivo simplificar a produção de energia para consumo próprio.

Atualmente, é permitida a produção de eletricidade em cada casa, mas «com a obrigatoriedade» de esta energia ser canalizada para a rede elétrica, a preços bonificados.

Francisco Ferreira, da Quercus, disse à agência Lusa que esta medida «pode ser uma verdadeira revolução na forma como cada família pode participar no aumento da utilização das energias renováveis" em Portugal.

Além da poupança, de médio e longo prazo, que as famílias portuguesas podem obter com a opção de instalar paineis fotovoltaicos na sua casa, na varanda ou na fachada do edifício, o ambientalista salientou as vantagens ambientais.

Um painel fotovoltaico de pequena dimensão, de cerca de 1,5 metros por um metro, por exemplo, pode ser suficiente para produzir a eletricidade necessária para responder aos gastos de uma casa durante o dia, quando normalmente os seus habitantes estão fora. Trata-se de consumos de aparelhos como o frigorífico.

«Um painel pode custar poucas centenas de euros, até 500 euros», estima Francisco Ferreira, acrescentando que, em cinco anos, o sistema fica pago, através da poupança obtida.

Para os casos em que a energia produzida pelo painel não é suficiente para os gastos do dia, e para a noite, o consumidor compra à rede.

«As famílias estão a produzir energias renováveis, limpas, e não estão envolvidos subsídios [que têm originado críticas]», disse Francisco Ferreira.

Os ambientalistas defendem que a aposta nas energias renováveis, além de reduzir a dependência externa de carvão e gás natural, leva à diminuição das emissões de gases com efeito de estufa, responsáveis pelas alterações climáticas.

Fonte: TVI 24

TVI24

 

 

 

 

Comunicado do conselho de ministros de 4 de Setembro de 2014 (4.09.2014)

1. O Conselho de Ministros aprovou os regimes jurídicos aplicáveis à produção de eletricidade destinada ao autoconsumo, através de unidades de produção para autoconsumo, e à produção de eletricidade para venda à rede elétrica de serviço público (RESP) a partir de recursos renováveis e por intermédio de unidades de pequena produção.

A pequena produção, mantendo os traços gerais estabelecidos na legislação até aqui em vigor, passa a beneficiar de um enquadramento legal único.

As atividades de produção distribuída - de pequena produção e em autoconsumo - regem-se por disposições comuns no que respeita ao seu controlo prévio e aos direitos e deveres dos promotores, e por normas específicas que acolhem as vicissitudes inerentes a cada uma das modalidades.

O regime da pequena produção permite ao produtor vender a totalidade da energia elétrica à RESP com tarifa atribuída com base num modelo de licitação, em que os concorrentes oferecem descontos à tarifa de referência, eliminando-se o regime remuneratório geral previsto nos anteriores regimes jurídicos de miniprodução e de microprodução.

Prevê-se ainda a medição da energia elétrica produzida em unidades de produção de autoconsumo, com ou sem ligação à RESP, que se revela fundamental para efeitos de monitorização do cumprimento dos objetivos assumidos para a utilização de fontes primárias de energia renovável. 

2. O Conselho de Ministros aprovou uma resolução que determina a conclusão da 2.ª fase de reprivatização da CTT Correios de Portugal, S.A, tendo por objeto um lote composto pelas ações representativas de 30% do capital social da empresa.

A esse lote de 30% acresce a venda de um lote de ações já privatizadas representativas de 1,5% do capital da CTT e detidas pela Parpública, Participações Públicas (SGPS), S.A.

A Pappública deverá proceder à dispersão desse lote de ações mediante uma ou mais vendas diretas dirigidas a investidores nacionais ou estrangeiros, incluindo investidores institucionais.

Em função dos termos que se revelem mais adequados para maximizar o encaixe financeiro com a alienação, a modalidade de alienação pode concretizar-se, nomeadamente, através de oferta particular por processo de colocação acelerada ou por venda competitiva de um ou mais blocos de ações que integram o lote de ações a alienar, com aplicação do critério de atribuição que mais convenha à Parpública e que seja objeto de acordo com a entidade ou as entidades adquirentes.

3. O Conselho de Ministros aprovou um diploma que estabelece o período até ao qual podem ser adotadas decisões de concessão de apoios do Estado, no âmbito sistemas de incentivos ao investimento nas empresas, em conformidade com as normas europeias da concorrência em matéria de auxílios estatais.

É, assim, acolhida a flexibilização permitida por um Regulamento recentemente aprovado pela União Europeia, que possibilita a adoção de novas decisões de atribuição de apoios até à data limite de 31 de dezembro de 2014.

4. O Conselho de Ministros aprovou, no âmbito do regime jurídico das instituições de ensino superior, a uniformização dos critérios necessários para o título de especialista.

São, assim, fixados os termos em que se considera satisfeito o requisito de composição do corpo docente das instituições de ensino superior politécnico, que integra especialistas.

5. O Conselho de Ministros aprovou a alteração do Plano de Ordenamento da Albufeira de Santa Clara, modificando a delimitação da Reserva Ecológica Nacional dos concelhos de Odemira e de Ourique.

Esta alteração visa adequar a ocupação das áreas com vocação para a instalação de novos empreendimentos turísticos da albufeira de Santa Clara à dinâmica de desenvolvimento turístico emergente para o local, respeitando a capacidade máxima de carga estipulada, bem como a área de ocupação prevista, do ponto de vista de localização.

6. O Conselho de Ministros nomeou dois novos membros para o cargo de administrador do Banco de Portugal, em substituição dos dois administradores que cessaram os respetivos mandatos.

Fonte: Governo de Portugal

Autoconsumo, um novo futuro?

O Governo concluiu o diploma da produção eléctrica para auto consumo, um processo que estará em consulta pública a partir durante as próximas duas semanas, onde se privilegia a injecção da electricidade produzida na instalação de consumo em detrimento da rede eléctrica nacional. O novo regime de produção distribuída permite aos particulares e empresas ligar à rede uma instalação de produção sem tarifas subsidiadas de venda de energia, bem como sem sujeição a quotas de mercado, e assim, o produtor produz para o seu auto consumo e a energia que sobrar é comprada à rede. Tudo isto para dinamizar a energia solar fotovoltaica e adequar a produção ao perfil de consumo, reduzindo os encargos sobre os restantes consumidores, numa equação que será determinante para o retorno do investimento realizado.

Segundo as directrizes do novo Decreto-Lei, a potência da unidade de produção não pode ser superior a duas vezes a potência da instalação, sendo isto válido apenas para os novos projectos. Este quadro legal pressupõe que as unidades de produção superiores a 1,5 kW, ligadas à rede, estejam sujeitas ao pagamento de uma compensação que permita recuperar uma parcela dos custos políticos da electricidade, ou seja, 3,6 euros mensais. Mas isto apenas é aplicado caso haja um crescimento deste mercado acima de 1% do total da potência do sistema eléctrico nacional (cerca de 180 MW). A mini geração e a microgeração de electricidade, actualmente com 135 MW instalados, passam a integrar o que a nova legislação apelida de “pequena produção” beneficiando, ao contrário do auto consumo, de uma tarifa subsidiada. Esta pequena produção ficará sujeita a um teto máximo anual de 20 MW e o valor da tarifa será sujeita a um leilão para toda a produção.

É pois, neste enquadramento que a Renováveis Magazine e a Voltimum vão realizar no próximo dia 16 de Julho, entre as 14h00 e as 17h00, o seminário presencial com transmissão directa via streaming. O programa deste seminário será o seguinte:

14h00 | Recepção/ Boas-vindas

14h15 | Tema 1: Necessidade urgente de uma legislação que regule o autoconsumo | Orador: Jorge Araújo, APESE

14h45 | Tema 2: Princípios fundamentais da nova legislação | Orador: Karl Moosdorf, APESF

15h15 | Pausa para café

15h30 | Tema 3: Actividade de produção descentralizada de energia eléctrica: análise ao diploma em discussão pública | Orador: Teresa Ponce Leão, Presidente do Conselho Directivo do LNEG

16h00 | Tema 4: Modelização e simulação financeira de modelos de autoconsumo | Orador: Cláudio Monteiro, Director da Renováveis Magazine

16h30 | Tema 5: Oportunidades com o Autoconsumo e barreiras legais | Orador: André Silva, Critical Kinetics

17h00 | Debate/ Encerramento

Os profissionais que pretenderem participar podem fazê-lo de duas formas:

  • Presencialmente - o seminário irá realizar-se no Auditório da ABB, na Quinta da Fonte, em Paço d'Arcos. A participação presencial tem um custo de 20,00€/ participante
  • Via streaming - através do acesso a uma url que lhes dará a possibilidade de assistir ao evento em directo, usando uma conexão à internet. Neste caso, a url e os códigos de acesso serão enviados posteriormente em data próxima à realização do evento. A participação via streaming tem um custo de 10,00€/ participante

O pagamento deve ser feito por transferência bancária para o NIB 0035 0743 00013337930 10.

Qualquer questão pode ainda ser colocada através:

 

Fonte: Voltimum

Governo incentiva autoconsumo de energia elétrica (25.6.2014)

25 Jun, 2014

O autoconsumo de energia elétrica é o principal objetivo do novo regime de produção distribuída que o Governo quer fazer aprovar antes das férias. A ideia é que as famílias e empresas produzam a energia elétrica que consomem a partir de fontes renováveis.

Fotovideo RTPNoticias

O Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e da Energia diz querer substituir os elevados subsídios atribuídos do setor das renováveis, sem no entanto prejudicar quem queira produzir eletricidade.

O Executivo vai apresentar a proposta às empresas do setor e, depois do período de consulta pública, quer que o diploma entre em processo legislativo ainda antes das férias, até ao final de julho.

Fonte: RTP

RTP

 

 

 

 

 

 

Governo avança com diploma para regular produção de energia para autoconsumo (24.06.2012)

O Governo vai avançar com um novo diploma para regular a produção de energia elétrica para autoconsumo e para a pequena produção, possibilitando aos consumidores que produzam energia para consumo próprio.

O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, e o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, explicaram, num encontro com jornalistas, que no novo regime de produção distribuída vai abranger o autoconsumo e a pequena produção (que abrange a as atuais microgeração e minigeração).

O autoconsumo compreende uma unidade destinada à produção de energia para consumo próprio e para substituir a energia que o consumidor compra à rede, sendo que eventuais excedentes de produção podem ser injetados na rede elétrica de serviço público (RESP).

Estas alterações constam de um anteprojeto de diploma que o Governo vai enviar aos agentes do setor para recolher os seus contributos, esperando o executivo que o processo legislativo esteja fechado em julho.

O Governo pretende que o excedente de produção instantânea seja remunerado ao preço do mercado grossista, deduzido de 10%.

As unidades de produção de potência superior a 1,5 KW e cuja instalação de consumo esteja ligada à RESP estão sujeitas ao pagamento de uma compensação. Esta compensação só se torna efetiva quanto todas as unidades de produção excederem 1% do total da potência instalada no sistema elétrico nacional (180 MW, tendo em conta a potência total instalada no sistema elétrico nacional no final de 2013).

As unidades de produção com potências inferiores a 200w não precisam de registo, aquelas com potências entre 200w e 700w necessitam de uma comunicação prévia de exploração, ao passo que as que tenham entre 700w e 1MW necessitam de um certificado de exploração, enquanto para as que tenham mais de 1MW é necessária uma licença de produção e de exploração.

No caso das unidades de pequena produção, a potência a atribuir é divida em três categorias: instalação de unidade de pequena produção; unidade de pequena produção e carregamento de veículos elétricos; e unidade de pequena produção e coletores solares térmicos com um mínimo de dois metros quadrados de área útil de coletor ou de caldeira a biomassa.

A energia elétrica entregue à RESP é remunerada pela tarifa atribuída com base num leilão, enquanto a tarifa de referência para cada categoria é estabelecida anualmente através de um despacho do secretário de Estado da Energia.

A tarifa de remuneração atribuída em leilão vigora por um período de 15 anos, após os quais o produtor entra no regime geral de produção em regime especial.

"Este regime vem, na nossa opinião, desbloquear o setor da produção descentralizada, abrindo e regulando um novo sistema que tem a ver com o autoconsumo. Os consumidores que hoje em dia estiverem interessados em produzir energia para seu próprio consumo, têm um incentivo económico muito forte", afirmou Artur Trindade.

O secretário de Estado explicou que este regime "vem dar algum poder negocial ao consumidor, porque além de poder comprar [energia] a quem lhe vende tradicionalmente, tem uma opção adicional, que concorre com os outros, que é produzir ele próprio a sua energia".

O governante salientou que os consumidores continuam a ter acesso aos comercializadores de energia, "simplesmente agora têm um direito a mais, que é o direito de em cada hora do dia poderem escolher se têm a sua própria energia ou se têm a energia do comercializador".

Na origem das alterações dadas hoje a conhecer está o "facto de o anterior regime ter chegado ao fim, porque foi baseado em subsídios muito elevados e era vocacionado para a venda à rede através desses subsídios que depois eram pagos pelo sistema", ou seja, as empresas e os cidadãos, explicou Artur Trindade.

Na mesma linha, o ministro Jorge Moreira da Silva afirmou: "Não podemos continuar a dar os níveis de subsídios que se davam, temos de impor eficiência no sistema".

Fonte: RTP

RTP

 

 

 

 

 

 

 

“Casas em Movimento” com materiais Sonae Indústria (10.09.2012)

(Fonte Revista Climatização)


"Casas em Movimento" o inovador projeto de arquitetura sustentável, desenvolvido na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, contempla revestimento de paredes e mobiliário criados com painéis derivados de madeira Sonae Indústria. "Casas em Movimento" é candidato ao concurso internacional Solar Decathlon Europe, evento que decorre em Madrid de 14 a 30 de Setembro.

O protótipo da habitação "Casas em Movimento" representa Portugal no Solar Decathlon Europe, concurso universitário internacional que promove a construção e arquitectura de casas sustentáveis com base no aproveitamento da energia solar, no menor uso de recursos naturais, na produção reduzida de resíduos ao longo do seu ciclo de vida e no uso de materiais sustentáveis.

O projeto português estará exposto na "Villa Solar", na Casa de Campo em Madrid, onde os visitantes podem conhecer a habitação e as suas características diferenciadoras, em particular o seu movimento de rotação, através da qual é potenciado um melhor aproveitamento da energia solar.

O revestimento de paredes é de madeira, construído a partir de painéis MDF (painel de fibras de madeira) e OSB (Oriented Strand Board) produzidos pela Sonae Indústria. Junto com a cortiça, estes materiais permitem dotar a habitação de elevada capacidade de isolamento térmico e acústico, contribuindo, simultaneamente, para a retenção de carbono, uma vez que a madeira armazena carbono ao longo de todo o seu ciclo de vida útil. Mais-valia a que se soma a capacidade de reciclagem e de reutilização dos painéis Sonae Indústria.

O mobiliário da casa é também produzido com painel MDF da Sonae Indústria, peças que deixam bem patente a versatilidade do uso dos materiais Sonae Indústria e o conceito de adaptabilidade das "Casas em Movimento".

A adaptação da casa às várias etapas da vida dos seus habitantes, como o nascimento ou a saída de casa dos filhos, é conseguida através do conceito de construção modular com que foi concebido o projeto.

Para Pedro Figueira, Director de Marketing Tafibra, «o projecto "Casas em Movimento" demonstra a versatilidade dos materiais da Sonae Indústria e o seu contributo para o desenvolvimento da construção sustentável. Acreditamos que o uso destacado de produtos derivados de madeira em projetos de arquitetura inovadores constitui também uma forma de sensibilização para as capacidades construtivas, estéticas e ambientais dos materiais de base florestal, valorizando significativamente os edifícios onde estão aplicados.»

O projeto vencedor do desafio Solar Decathlon Europe será a casa que comprove, através de várias provas realizadas para o efeito, consumir menor quantidade de recursos naturais, produzir menos resíduos ao longo do seu ciclo de vida e que recorra à energia solar como única fonte de energia.

Entre 10 e 13 de Setembro o protótipo "Casas em Movimento" passará por várias cidades de Portugal e de Espanha, até chegar à Villa Solar, em Madrid, no dia 13. O programa do tour contempla flash mob, plantação de cem árvores, entre outras actividades.

Depois de Madrid o projecto "Casas em Movimento" passará por Guimarães, Capital Europeia da Cultura, e Braga, Capital Europeia da Juventude. Seguir-se-á a exposição permanente na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.

Beja quer reduzir 21% das emissões e consumo energético até 2020 (06.09.2012)

(Fonte Revista Climatização)

O Plano de Acção para as Energias Sustentáveis (PAES) de Beja foi, finalmente, aprovado pelo secretariado técnico do Pacto dos Autarcas. A estratégia do município vai assentar na promoção das energias renováveis, eficiência energética, mobilidade sustentável e acções de informação ambiental.

A estratégia define como meta para 2020 a redução de 21% da consumo energético e das emissões globais de CO2, tendo como referência base o ano de 2008. No sector dos edifícios e outros equipamentos, as acções previstas deverão contribuir para a redução de 24% das emissões.

Entre as acções previstas no plano, destacam-se o diagnóstico energético em edifícios municipais e futuramente em edifícios de habitação social, medidas de redução e melhoria energética, remodelação da rede de águas de Beja, modernização administrativa através da monitorização e desmaterialização de processos, integração da fase piloto da rede MOBI.E, Eco-Escola, Energia nas Escolas, Índice Cidades Inteligentes, entre outras.

Beja tinha submetido o plano ao secretariado do Pacto dos Autarcas em Outubro de 2011. As iniciativas do PAES vão ser dinamizadas e postas em prática no terreno, quer pela Câmara Municipal de Beja quer ainda pela Inovobeja e EMAS, o que torna o Plano num documento estratégico global importante para a cidade de Beja.

O Pacto dos Autarcas é um movimento voluntário europeu, no qual as autarquias e regiões europeias se comprometem a superar o objectivo de reduzir 20% as emissões de CO2 em 2020 e a contribuir para aumento da eficiência energética e utilização de fontes de energias renováveis nos respectivos territórios.

Produção de electricidade através do SOL é uma realidade cada vez mais acessível, descentralizada.... e Portuguesa! (Setembro 2012)

(Fonte Energy IN The News Newsletter Bimestral Pólo de Competitividade e Tecnologia da Energia)

 

noticia energyinApesar da crise económica mundial que atravessamos, o sector Solar Fotovoltaico (FV) continua a apresentar crescimentos interessantes dentro do setor das energias renováveis. 
Nos ultimos dois anos a capacidade instalada acumulada a nivel mundial triplicou o seu valor, passando de 23 GW em 2009 para 69 GW em 2011, representando neste ano uma produção anual de cerca de 85 TWh de electricidade limpa. Materializando este valor, é o suficiente para fornecer energia a 20 Milhões de habitações, mais de quatro vezes o total de habitações em Portugal .... 
Analisando a distribuição geográfica da capacidade instalada, a Europa continua a ser líder, com mais de 51 GW acumulados em 2011, representando mais de 75% da capacidade 
acumulada mundial. Em segundo lugar o Japão (5 GW), EUA (4.4 GW) e a China com (3.1 GW). 
A nivel anual em 2011 foram instalados em todo o mundo cerca de 29,7 GW, sendo a Itália o maior mercado com 9,3 GW instalados neste mesmo ano, seguido da Alemanha (7,5 GW), França (1,6 GW) e UK (936 MW).
A energia solar fotovoltaica já é responsável por uma fatia relevante do mix energético, produzindo 2% do consumo anual na Europa. Atrás da hídrica e eólica, é já a maior fonte de 
produção renovável. Em 2011, comparando com 2010, o crescimento da produção de electricidade com origem em tecnologia fotovoltaica foi de cerca de 70%!!
Num futuro próximo, a Europa tenderá a perder relevância, através do crescimento de mercados como a China, Japão e EUA, em paralelo com paises emergentes neste sector como a India, Austrália, Africa do Sul e Chile. 
Segundo as estimativas e prespectivas da EPIA (Associação Europeia da Industria Fotovoltaica) a potência instalada a nível mundial irá duplicar a cada 2 anos, atingindo cerca de 300GW em 2016!
Os principais fatores para que estas estimativas sejam atingidas prendem-se com a estabilização de políticas de incentivo adequadas, o surgimento de novos mercados emergentes (Médio Oriente, Asia e América do Sul, p.ex), a consciencialização das externalidades negativas das centrais nucleares, o aumento do custo da eletricidade de origem não renovável, o aumento da eficiência da tecnologia fotovoltaica (diminuição dos custos de instalação) e o consequente aumento da sua competitividade. 

A Energia Solar Fotovoltaica será desta forma cada vez mais uma fonte importante de produção de eletricidade a nível mundial! Novos desafios se colocam neste momento ao mercado fotovoltaico, que se tem mostrado bastante dinâmico nos ultimos anos, com taxas de crescimento muito elevadas. É uma exigência neste momento manter o crescimento de uma forma autónoma e sem esses apoios; em alguns países da Europa já se atingiu a chamada Paridade Dinâmica com a rede, ou seja, o valor atual descontado dos beneficios de LongoPrazo (considerando as receitas de venda a rede, poupanças pelo auto-consumo, custos e amortizações) igualam o custo de Longo Prazo da aquisição de energia à rede de forma tradicional. Em resumo, consumir a electricidade da instalação fotovoltaica na cobertura é mais barata que o preço que actualmente se paga ao fornecedor clássico. Portanto, como energia renovável, a energia solar fotovoltaica está à beira da sua democratização nos mais variados contextos geográficos, pois surge tão competitiva como as tradicionais fontes energéticas fosseis (não sustentáveis) na produção de electricidade.

Uma das primordiais vantagens da energia FV é a proximidade entre o local de produção e consumo (conceito de produtor-consumidor: PROSUMER)...nenhuma outra fonte renovável permite uma proximidade tão elevada, permitindo desta forma eliminar custos e perdas no transporte da energia! A própria rede elétrica está a avançar em passos largos para a integração total entre produtor e consumidor. As novas redes (Smart Grids) permitem uma gestão integrada e eficiente, priorizando a produção local e apenas o excedente é injetado (vendido ou contabilizado em banco de electricidade) na rede elétrica. No futuro, com a expansão do veiculo elétrico, p.ex., poderemos estar a carregar o n/ veiculo durante o dia através do sistema fotovoltaico na cobertura do parque de estacionamento para que, no final do dia, possamos regressar a casa utilizando apenas electricidade de fonte renovável.
O futuro do sector simboliza-se na evolução dos mercados mais maduros da Europa, i.e., um maior equilíbrio entre as grandes instalações à escala de MW com o mercado das pequenas instalações no segmento residencial, comercial e Industrial, que permitirá um crescimento deste segmento de negócio. Para além dos factos apresentados anteriormente, a energia solar fotovoltaica tem um papel fundamental no desenvolvimento e na melhoria das condições de vida das populações em Países em desenvolvimento em África, Ásia e América do Sul p.ex. Nestes locais os paineis fotovoltaicos permitem gerar electricidade em milhares de locais isolados através de Sistemas Isolados, sem necessidade de ligação à rede ou linhas de transporte, poupando-se custos elevadíssimos e democratizando o acesso a um bem essencial para o desenvolvimento económico e social das populações locais.
Para tudo isto poder acontecer, é importante alinhar expetativas e tornar as políticas estáveis e previsíveis no sentido de eliminar incertezas e aumentar a confiança de todos os players do setor (consumidores, investidores, produtores, instaladores, etc). No contexto Português, a evolução do setor FV está naturalmente a ser afetada pela crise economica e financeira que atravessamos, sendo bastante dificil o acesso a financiamento ou a captação de investidores estrangeiros para dinamizar este setor. Há cada vez mais uma consciência ambiental por parte do consumidor, a eficiencia energética é já uma realidade, e a energia FV é um veículo importante para se atingirem as metas definidas neste âmbito. De todo o modo, julgamos que a tendência será a de clarificar a estratégia pretendida pelo Governo, diminuir a burocracia, agilizar o acesso à rede elétrica para venda da energia e o 
autoconsumo (descentralização da produção - conceito de Prosumer), de forma a permitir aproveitar o excelente recurso natural que é a exposição solar em Portugal. É das melhores da Europa... É o nosso petroleo, a Nossa Riqueza e temos obrigação de a potênciar da melhor forma, pensando sempre num futuro sustentável!

Luís Silva 
Diretor de Minigeração na Martifer Solar 
Diretor do EnergyIN

Energia solar pode responder a 1/6 das necessidades globais de aquecimento e arrefecimento (13.07.2012)

(Fonte Revista Climatização)

 

Em 2050, a energia solar térmica pode ser responsável por um sexto das necessidades globais de aquecimento e arrefecimento, revela o Roteiro para o Aquecimento e Arrefecimento Solares da Agência Internacional de Energia, apresentado esta semana durante a Solar Heating and Cooling Conference, em São Francisco, EUA. Os resultados apontam para um potencial de poupança significativo da energia solar térmica, na ordem dos 430 Mtep em 2050. Tal cenário, evitaria a emissão anual de 800 megatoneladas de CO2. No entanto, a AIE alerta que esse potencial só será desbloqueado se houver um "enquadramento político estável e a longo prazo".

O roteiro prevê que, em 2050, a energia solar térmica seja responsável por 16,5 EJ (Exajoule) para aquecimento, mais de 16% do uso total de energia para calor de baixa temperatura, e 1,5 EJ para arrefecimento, perto de 17% da procura energética para esse efeito. Entre as várias aplicações da energia solar térmica, de acordo com o documento, as mais promissoras são, sem dúvida, o aquecimento de águas e de espaços, sendo que, em 2050, cerca de 213 Mtep dessas necessidades poderão ser cobertas pelo solar. De seguida, surge a utilização da energia solar térmica em processos industriais, com um potencial de poupança de 171Mtep nessa altura. Outras aplicações para as quais se pode esperar um contributo significativo são o aquecimento de águas de piscinas e o arrefecimento solar (45 Mtep).

 "Para que o aquecimento e arrefecimento solares desempenhem plenamente o seu papel na próxima revolução energética, é necessária uma acção concertada entre cientistas, indústria, governos, instituições financeiras e o público. Este Roteiro pretende ajudar a impulsionar os desenvolvimento necessários", refere a directora executiva da AIE, Maria van der Hoeven.

 

Marca “energias renováveis” pode ser uma saída para a exportação, diz DGEG (28.06.2012)

(Fonte Revista Climatização)


O director-geral de Energia, José Escada da Costa, afirmou esta segunda-feira que a marca "energias renováveis" pode ser uma saída para a exportação. O responsável pela Direcção Geral de Energia (DGEG) falava no âmbito da conferência "Net zero-energy buildings", organizada pelo LNEG e Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e que decorreu nos dias 25 e 26 em Lisboa. 

Numa apresentação dedicada às linhas orientadoras da política energética, Escada da Costa sugeriu que o know-how e a imagem de Portugal na área das energias renováveis fossem aproveitados numa aposta para a internacionalização. Apesar disso, o político reforçou que, neste momento, ao nível nacional, "as medidas de eficiência energética viáveis são a prioridade".

Sobre as linhas orientadoras dos Planos Nacionais de Acção para a Eficiência Energética e Energias Renováveis (PNAEE e PNAER, respectivamente), que estão em consulta pública até ao final deste mês, Escada da Costa explicou a necessidade da sua revisão face ao cumprimento dos objectivos a que o país se propôs: redução de 9% do consumo de energia final em 2016, redução de 20% do consumo de energia primária em 2020, sendo esta meta de 25% para o sector do Estado. "Apenas a meta de 25% está comprometida", afirmou.

De acordo com o político, o "PNAEE deve condicionar o PNAER", no qual será feito um ajustamento entre a oferta e a procura. "A potência que temos licenciada mas não instalada é de 1,6 GW, o que é importante garantir que se cumpra, não só porque foram lançados concursos públicos, mas porque a tarifa aplicada é interessante para o sector eléctrico", explicou.

 

Energia Inteligente Europa III em consulta pública (27.06.2012)

(Fonte Revista Climatização)

A Comissão Europeia lançou uma consulta pública para recolher opiniões sobre como deve ser estruturado o programa Energia Inteligente Europa (EIE) III, que será integrado no futuro programa europeu para a Investigação e Inovação, o Horizonte 2020, de acordo com a proposta da Comissão para o próximo Quadro Financeiro Plurianual (2014-2020). Os interessados podem enviar os seus contributos até 5 de Setembro.

O EIE III deverá ser o sucessor do EIE II (2007-2013), que tem sido um dos principais instrumentos europeus de apoio à promoção e disseminação da eficiência energética e das energias renováveis. Desta forma, o programa tem também desempenhado um papel crucial no contributo para alcançar as metas europeias 20/20/20.

A Comissão propõe que o novo EIE seja direccionado para três áreas principais: apoio à implementação de políticas, com destaque para o apoio técnico a actividades específicas que promovam o desenvolvimento e implementação eficientes de políticas e legislação relativas à eficiência energética e a fontes de energias renováveis aos níveis europeu, nacional e local; criação de capacidades, com vista à aceitação pública, transferência de conhecimentos e melhoria de capacidades; e financiamento para a mobilização de investimentos e tornar projectos de eficiência energética e energia renováveis atractivos ao sistema bancário. O principal objectivo do novo EIE deverá continuar a ser a remoção das barreiras de mercado e a mobilização de investimentos de energia sustentável. O programa deverá ainda continuar a abranger a eficiência energética nos transportes.

A consulta pública pode ser feita aqui.

 

Portugal entre os países europeus com maior contributo de renováveis (19.06.2012)

(Fonte Revista Climatização)

 

Em 2010, a contribuição das energias renováveis para o consumo final de energia na União Europeia foi de 12,4%, com Portugal a estar entre os países onde estas fontes energéticas mais contribuíram (24,6%), segundo dados oficiais do Eurostat. Em 2009, a quota de renováveis na Europa tinha sido de 11,7% e, em 2008, de 10,5%.

Portugal apenas é ultrapassado pela Suécia (47,9%), Letónia (32,6%), Finlândia (32,2%) e Áustria (30,1%). Já Malta (0,4%), Luxemburgo (2,8%), Reino Unido (3,2%) e Holanda (3,8%) estão no fim da lista. 

Segundo as estatísticas, entre 2006 e 2010, todos os Estados-Membros aumentaram o contributo das energias renováveis no consumo total de energia. Os maiores aumentos foram registados na Estónia (de 16,1% para 24,3%), Roménia (17,1% para 23,4%), Dinamarca (16,5% para 22,2%), Suécia (42,7% para 47,9%) e Espanha (9% para 13,8%).

Recorde-se que a União Europeia definiu como meta vinculativa para 2020 obter 20% do seu consumo energético total a partir de fontes de energias renováveis. Para além disso, os Estados-Membros foram obrigados pela Directiva europeia para as Renováveis a estabelecer objectivos individuais nesta área.

 

Solar térmico estabiliza na Europa em 2011 (14.06.2012)

(Fonte Revista Climatização)

O ano passado parece ter posto um fim na curva descendente do mercado solar térmico europeu, com os números anuais da associação europeia do sector, ESTIF, a revelarem que o mercado estabilizou em 2011. Apesar das notícias menos más, a necessidade da indústria de desenvolver novos segmentos de mercado e de melhorar a competitividade dos preços é evidente para retomar o caminho do crescimento. Para além disso, a ESTIF apela ainda aos governos, no sentido de tomarem medidas para aproveitar todo o potencial da energia solar térmica para o cumprimento das metas para 2020. 

Ao todo, durante 2011, foram instalados 2,6GWth, totalizando 26,3GWth em termos de capacidade instalada acumulada, que transformaram 18,8TWh de energia solar térmica. No que toca ao volume de negócios, a indústria solar térmica registou 2,6 mil milhões de euros e empregou 32.000 pessoas.

As estatísticas mostram que, apesar de no geral o mercado ter estagnado, a nível nacional houve oscilações diversas. O maior mercado europeu, a Alemanha, retomou o crescimento e a Polónia passou a fazer parte dos grandes, ultrapassando os 200.000m2 de nova área instalada anual. As maiores dificuldades foram registadas no Sul da Europa, com a queda significativa de mercados promissores, como Portugal, Espanha, e Itália. No caso grego, registou-se uma subida ligeira.

 

Bright Solar conclui maior instalação fotovoltaica em fachada em Portugal (11.06.2012)

(Fonte Revista Climatização)
 

A BRIGHT SOLAR concluiu o fornecimento e execução da maior instalação fotovoltaica em fachada, em área e potência, em Portugal.

Trata-se de um projecto de referência realizado na empresa ELS - Estevão Luis Salvador, Lda - na freguesia de Almargem do Bispo em Sintra, com 31,16kWp de potência e uma área total de 328m2, tendo sido realizado com módulos de silício micro-amorfo. 

A sustentabilidade energética e a procura por soluções de energia amigas do ambiente foram as principais motivações que para a ELS apostar numa instalação fotovoltaica que será utilizada exclusivamente num regime de autoconsumo. Segundo Francisco Salvador, gestor da ELS "este projecto representa também uma estratégia de futuro, na medida em que a energia tem um peso significativo na nossa operação e desta forma seremos ainda mais competitivos. Por um lado produzimos parte da electricidade que consumimos e por outro esta fachada ventilada reduz as necessidades de climatização do edifício."

Esta instalação representa um potencial de produção de electricidade acima dos 20MWh/ano e consequentemente uma redução das emissões de CO2 superior a 8,5Ton/ano. 

Para Carlos Jesus, responsável da Bright Solar, "este projecto constituiu um desafio interessante não só pela sua dimensão mas também pelas suas características inovadoras." A Bright Solar tem desenvolvido desde 2006 diversos projectos de autoconsumo com e sem ligação à rede, bem como sistemas e micro e miniprodução.

Os painéis fotovoltaicos foram instalados através de um sistema de fixações desenvolvido pela empresa Tecnistore, permitindo uma fixação posterior do painel, que confere um plano único de vidro nesta fachada ventilada.

 

Uso do sol para aquecimento e arrefecimento cresce 14% em todo o mundo (18.05.2012)

(Fonte Revista Climatização)

O mercado do aquecimento e arrefecimento solar mundial cresceu 14% em 2010, registando uma capacidade instalada de cerca de 196GWth, revelam as últimas estatísticas do Solar Heating and Cooling Programme (SHC) da Agência Internacional de Energia (AIE). Os colectores solares forneceram 162TWh de energia solar térmica, evitando a emissão de 53 milhões de toneladas de CO2.

"Com 162TWh produzidos em 2010, o aquecimento e arrefecimento solar ocupa o segundo lugar entre as novas renováveis, depois do vento", observou Werner Weiss, presidente do SHC AIE. "Enquanto a China continua a liderar em termos de instalações totais, Austrália e Israel acrescentaram mais capacidade per capita do que qualquer outro país", continuou.

As estatísticas anuais "Solar Heat Worldwide" fornecem informação sobre mais de 55 países, representando mais do que 60% da população mundial e mais de 90% do mercado solar térmico global. A grande maioria da capacidade total em 2010 foi instalada na China (117,6GWth) e na Europa (36,0GWth), o que juntamente representa 78,5% da capacidade total.

Maios parte dos sistemas existentes (95%) destinam-se apenas a aquecimento de águas mas em muitos mercados os sistemas combinados estão a tornar-se mais frequentes. As aplicações industriais, redes de aquecimento urbano e ar condicionado são também aplicações nas quais o solar térmico está a crescer. Ao todo, os sistemas combinados e outras aplicações que não as de aquecimento de água representaram 10% das novas instalações em 2010.

O mercado continua a ser dominado por sistemas de termosifão (89%) da nova capacidade instalada em 2010, comparativamente com os 11% dos sistemas de circulação forçada.

"Frequentemente se esquece que 47% do consumo energético mundial é para efeitos de aquecimento", lembra Werner Weiss. "O aquecimento e arrefecimento solar oferecem uma fonte de energia térmica renovável e podem ser aplicados em qualquer lugar no mundo. Em muitas regiões, o solar tem sido competitivo ao nível dos custos durante anos. As pessoas usam-no porque funciona e é relativamente barato", diz.

 

“Casas em Movimento” representa Portugal no Solar Decathlon (08.05.2012)

(Fonte Revista Climatização)

 

CEN+NEM é a única equipa portuguesa entre as 20 equipas que competem este ano no Solar Decathlon Europe, um concurso internacional entre universidades que pretende promover a investigação no desenvolvimento de casas eficientes e que terá lugar em Madrid em Setembro.

A equipa da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, coordenada pelo arquitecto Manuel Lopes, desenvolveu o projecto e empresa "Casas em Movimento", que "assenta na capacidade de interagir com a envolvente e com as variações de luminosidade ao longo do dia", lê-se na descrição do projecto. Desta forma, as casas movimentam-se de acordo com a orientação solar, à semelhança dos girassóis, com o objectivo de conseguir uma maior transformação de energia através de tecnologias de energias renováveis e domótica, "sempre na perspectiva de conseguir um ganho térmico de forma a conseguir mais sombra durante o Verão e permitindo que o Sol incida mais na fachada durante o Inverno", explicou o responsável em entrevista recente à agência Lusa. Através do movimento, é assegurada uma "significativa eficiência energética, novos conceitos de habitar e de controlar todo o espaço em torno da habitação, sendo a casa acomodada aos seus habitantes".

Para além da eficiência energética, pretende-se ainda que estas casas não sejam apenas para as elites económicas. "É um projecto pensado para atingir uma vasta faixa de mercado, para se popularizar, ganhar dimensão social e assim contribuir positiva e amplamente na melhoria do espaço construído e o meio ambiente", refere o projecto.

A competição Solar Decathlon convida equipas apoiadas por universidades a projectar e construir casas com consumos de recursos naturais e produção de resíduos mínimos durante o seu ciclo de vida, visando em particular a redução do consumo energético e cobrindo as suas necessidades energéticas através do sol. Na fase final, as equipas devem apresentar as suas casas ao pública na Villa Solar, competindo em dez provas que decidirão qual o projecto vencedor.

 

Solar térmico - Mercado alemão cresce 10% (07.03.2012)

(Fonte Revista Climatização)

 

O mercado alemão de solar térmico retomou o crescimento em 2011, registando1,27 milhões de m2 de nova área instalada. Os números são da associação da indústria solar alemã, a BSW-Solar, e representam um crescimento de 10%, relativamente ao ano de 2010.

De acordo com o sítio de notícias online www.solarthermalworld.org, apesar deste crescimento, o ano que passou não foi fácil para as empresas alemãs e os números só se revelaram positivos no final do ano, com as estatísticas de vendas no mês de Julho a estarem ainda 2% abaixo das registadas no mesmo período do ano passado. Entre as razões para esta reviravolta, aponta a mesma fonte, está a redução dos incentivos federais que entrou em vigor no início do ano - de 120 para 90 euros/m2 -, que levou a uma pico de procura por sistemas solares térmicos no mês de Dezembro.

A Alemanha é, segundo a ESTIF (European Solar Thermal Industry Federation) o maior mercado europeu. Tanto em 2009, como em 2010, registaram-se quedas consecutivas de 26%, com a nova área instalada a descer de 2,10 milhões de m2 em 2008 para 1,55 milhões em 2009 e para 1,15 milhões de m2 em 2010. Em termos de área acumulada, em 2011, a Alemanha alcançou os 15,3 milhões de m2.

 

Renováveis foram responsáveis por 1,14 milhões de empregos na UE em 2010 (15.02.2012)

(Fonte Revista Climatização)

 

O sector das energias renováveis empregou mais de 1,14 milhões de pessoas na União Europeia (UE) em 2010, mais 25% do que em 2009, revelam dados recentes do EurObserv'ER. Nos 27 Estados-Membros, a actividade económica ligada às energias renováveis está avaliada em mais de 127 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 15% relativamente aos valores de 2009.

De acordo com o relatório "The State of Renewable Energies in Europe", entre as tecnologias, a biomassa sólida é aquela que mais empregos gerou, mais de 273.000, seguida pelo solar fotovoltaico (268.110) e pela energia eólica (253.145). Durante o último ano, o sector fotovoltaico registou um aumento de 50% no número de postos de trabalho e em alguns países, como a Alemanha, França e Itália, esse crescimento chegou mesmo aos 70%. A Alemanha continua a ser o país que mais empregos tem na área das energias renováveis, com o dobro dos da França e mais do triplo dos da Itália. Em Portugal, o EurObserv'ER contou 17.425 postos de trabalho ligados às renováveis: 3.700 no sector da biomassa, 3.500 no fotovoltaico, 4.450 na eólica, 3.000 nos biocombustíveis, 1.875 no solar térmico, 100 nas bombas de calor, 300 nos resíduos, 400 nas pequenas hidráulicas e 100 na geotermia.

Em termos de receitas, o fotovoltaico foi o sector que registou um melhor desempenho em 2010, com vendas de 45.564 milhões de euros, seguido pelos da energia eólica e da biomassa. O solar térmico alcançou, no total, receitas de 3.864 milhões de euros.

Tal como no número de postos de trabalho, também nas receitas a Alemanha lidera o ranking dos 27, com 36.860 milhões de euros. Portugal está na 14ª posição, com um total de 1.606 milhões de euros, dos quais 180 milhões se referem ao fotovoltaico, 700 à eólica e 157 ao solar térmico.

 

Renováveis garantiram 46,8% do consumo eléctrico nacional em 2011, refere APREN (30.01.2012)

(Fonte Revista Climatização)

 

Em 2011, 46,8% do consumo eléctrico feito em Portugal continental teve origem em fontes de energia renovável, revela o último balanço à produção de electricidade feito pela APREN (Associação Portuguesa para as Energias Renováveis).

O balanço aponta que, graças à produção de electricidade renovável, foi possível poupar, no total, 825 milhões de euros, mais 195 milhões do que em 2010. Desses, 721 milhões de euros dizem respeito à importação de combustíveis fósseis e 104 milhões a licenças de emissões de CO2. Em termos da quantidade de emissões evitada, o total é de 8 milhões de toneladas de CO2, o que corresponde a mais de 10% do valor total de emissões definido para Portugal.

Em 2011, a produção de electricidade de origem renovável em regime especial (PRE-FER) foi responsável por 25,1% da electricidade consumida em Portugal, sendo 17,6 % provenientes da energia eólica. Tal significa que, em cada hora de consumo de electricidade em 2011, quinze minutos tiveram origem em centrais renováveis (excluindo a grande hídrica) e, desses, onze minutos foram produzidos pela energia eólica.

Tendo por base a aplicação da correcção da hidraulicidade, que tem em conta o facto de 2011 ter sido menos húmido que o ano médio, a incorporação de electricidade renovável no consumo nacional atingiu os 48,9% em 2011, o que representa um aumento face aos 45,1% registados em 2010.

"O aumento do preço dos combustíveis vai reafirmar a importância dos benefícios que o sector traz para o desenvolvimento do país, uma vez que o preço da electricidade renovável é totalmente independente. Este é um factor que contribuí para aumentar a segurança de abastecimento e a independência energética, aspectos fundamentais para o relançamento da economia portuguesa", afirma o presidente da APREN, António Sá da Costa.

 

Renováveis atingem os 12,4% em 2010 na UE (04.01.2012)

(Fonte Revista Climatização)

A União Europeia (UE) alcançou uma quota de 12,4% de renováveis no consumo de energia final em 2010, revelam números do barómetro EurObserv'ER. Este valor representa uma subida de 0,9% comparativamente ao registado em 2009.

Portugal é o quinto país com uma maior quota de renováveis, com 24,7% (igual a 2009), com uma meta de 31% definida para 2020. À sua frente, estão a Suécia (46,9%), Letónia (34,3%), Finlândia (33,6%) e Áustria (30,7%), que ocupam as posições cimeiras, enquanto o Reino Unido (3,3%), Luxemburgo (2,6%) e Malta (0,3%) estão no fim da lista. 

Os dados constam do relatório "The state of renewable energy in Europe", que deverá ser publicado pelo EurObserv'ER durante este mês. Segundo a fonte, este crescimento está relacionado com um maior consumo bruto de energia final com origem em fontes de energia renováveis: 145 Mtep (milhões de toneladas equivalentes de petróleo) num consumo bruto de energia final total de 1.170,7Mtep (em 2009, as renováveis correspondiam a 131,6Mtep). Neste sentido, entre 2009 e 2010, a fatia do consumo bruto de energia final com origem em fontes renováveis cresceu 10,2% (+13,4Mtep), face a um aumento de 2,1% (+24,4Mtep) no consumo bruto total de energia final. Com base nestes resultados, os Estados-Membros têm de gerar mais uma centena de Mtep de energia final com origem renovável - o equivalente a uma média anual de 10Mtep por ano - para alcançar a meta europeia definida para 2020 (uma quota de 20% de renováveis).

O relatório mostra ainda que a percentagem de renováveis no consumo de electricidade subiu de 18,2% em 2009 para 19,8% em 2010. Também no consumo doméstico de energia foi registado um aumento da quota de renováveis de 9,1% para 9,9%, respectivamente.

O barómetro EurObserv'er é um projecto apoiado pela Comissão Europeia, em particular pelo programa Energia Inteligente Europa. O relatório "The state of renewable energy in Europe" poderá ser consultado em www.eurobserv-er.org. 

 

Fotovoltaico: instalações globais devem chegar aos 24GW em 2011, mercado europeu abranda (22.11.2011)

(Fonte Revista Climatização)

 

As instalações solares fotovoltaicas globais devem atingir os 24 GW de nova capacidade instalada em 2011, de acordo com um novo relatório da IMS Research. O relatório mostra que, apesar de um arranque do ano relativamente fraco, a potência instalada acabou por crescer 24% em 2011 e alcançou os 24GW, comparativamente aos 19GW registados em 2010. A Europa não acompanhou este ritmo de crescimento e registou um aumento de apenas 3% na nova capacidade instalada.

Entre os dez maiores mercados do mundo estão apenas quatro mercados europeus, com a Itália a estrear-se na primeira posição, ultrapassando a Alemanha. Estados Unidos da América, China, Japão, França, Austrália, Reino Unido, Índia e Canadá fazem também parte da lista.

De acordo com o relatório, a Alemanha perde o lugar de maior mercado mundial para a Itália. O fraco desempenho europeu deve-se essencialmente às quebras nos mercados alemão e checo, mas também aos abrandamentos que se foram sentido um pouco por todo o continente. Estima-se que a Itália se assuma, pela primeira vez, como o maior mercado mundial de fotovoltaico em 2011 e instale 6,8 GW de nova capacidade. "A subida do número de instalações na Itália não vai ser suficiente para contrapor as quedas na Alemanha e na República Checa e a quota de instalações globais da Europa vai descer de 82% em 2010 para 68% em 2011", apontou Ash Sharma, responsável pela secção de Pesquisa para o Fotovoltaico do IMS.

O relatório mostra que o tamanho do mercado global em 2011 está ainda em aberto, dependendo do que se considera ser o mercado italiano em 2010. Isto porque, actualmente, são utilizados vários métodos para esse cálculo, com base em ligações, registos ou aprovações, que conduzem a diversos tamanhos para o mercado italiano. A IMS Research calcula a procura de fotovoltaico quando um sistema é instalado.

Em forte crescimento estão as regiões americanas e asiáticas, refere o relatório. Juntas, estas regiões deverão representar 85% do crescimento global de instalações em 2011. Ao que apurou a IMS Research, esta é uma tendência para continuar em 2012, altura em que o número de novas instalações na Europa deverá cair 50%. "O mercado fotovoltaico continua a diversificar em 2011; isto vai criar um sofrimento a curto prazo para os fornecedores que não podem apostar apenas num mercado para crescerem, mas cria estabilidade a longo prazo para a indústria, ajudando a equilibrar os efeitos das políticas de incentivo num só país e a reduzir as grandes variações na oferta e procura. Esta diversificação continua claramente a acontecer e nós identificámos 20 mercados que vão instalar mais de 100MW em 2011, dos 14 do último ano", comentou a responsável.

O crescimento das instalações não significa que tenha havido uma subida da procura para componentes de fotovoltaico, o que se deve aos elevados níveis de inventário. "Apesar de as instalações terem quase duplicado no segundo semestre do ano, maior parte dos fornecedores não vêem nenhuma subida considerável nas encomendas. Isto é apenas do resultado de níveis de inventário elevados nos canais, com os clientes a instalarem módulos e inverters que foram previamente comprados", explica Sharma.

 

Plano para as renováveis espanhol prevê 20,8% de renováveis em 2020 (17.11.2011)

(Fonte Revista Climatização)

O governo espanhol aprovou, a 11 de Novembro, a Planificação Energética Indicativa e o Plano de Energias Renováveis (PER) até 2020, que estabelecem os caminhos para que o país alcance uma quota de 20,8% de energias renováveis no consumo final de energia, superando, ainda que por pouco, o objectivo definido pela União Europeia de 20%.

O documento para a Planificação Energética Indicativa, elaborado pelo ministério da Indústria, Comércio e Turismo (MITYC), define o panorama energético de todo o sistema para 2020, enquanto o PER tem como objectivo garantir, tal como é exigido pela lei comunitária, que Espanha alcança a quota de pelo menos 20% de energias renováveis nesse mesmo ano.

Em 2010, Espanha tinha 13,2% do seu consumo energético de origem renovável. De acordo com os documentos, em 2020, as renováveis vão registar uma subida de 30% da sua quota na produção eléctrica, em 57% nos usos térmicos e em 125% no sector dos transportes. A electricidade renovável vai representar 61% do objectivo definido pelo PER. Com a aplicação do Plano, prevê-se ainda que seja evitada a emissão de 171 milhões de toneladas de CO2.

Para além dos benefícios ambientais, estima-se que o PER traga também vantagens económicas de 29.000 milhões de euros, graças à redução de importação de combustíveis fósseis. 

Entre as acções propostas pelo novo PER está a introdução de um sistema de retribuição para a energia transformada, "baseado em incentivos ao calor renovável (ICAREN), a promoção da penetração da energia solar térmica no modelos de venda de energia através das empresas de serviços energéticos (ESCO) e o fortalecimento da Investigação & Desenvolvimento no sector".

Paralelamente à acção para as energias renováveis, em Agosto, o governo espanhol aprovou também um novo Plano de Acção para a Eficiência Energética, que estabelece a redução de 20% do consumo energético no país até 2020. Com os dois documentos, as metas espanholas para a eficiência energética e para as energias renováveis alinham-se com as europeias dos 20/20/20.

 

AIE e OCDE aconselham ao “phase out” dos subsídios aos combustíveis fósseis (13.10.2011)

(Fonte Revista Climatização)

Meio trilião de dólares foi quanto foi gasto no último ano em subsídios para apoiar a produção e o consumo de combustíveis fósseis, segundo uma análise da Agência Internacional de Energia (AIE) e da OCDE (Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento Económico). Remover subsídios ineficientes iria aumentar os lucros nacionais e reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa, apontam as mesmas fontes.

Acabar progressivamente com os subsídios aos combustíveis fósseis irá também proporcionar um ímpeto para o investimento, crescimento e emprego nas energias renováveis e na eficiência energética. Apesar dos muitos benefícios de acabar com este tipo de subsídios, os esforços para uma reforma têm sido barrados pela falta de informação sobre as medidas de apoio em vigor, nomeadamente nos países da OCDE.

"Tanto os países em desenvolvimento, como os países desenvolvidos precisam de acabar com os subsídios aos combustíveis fósseis ineficientes. Uma vez que procuram respostas políticas para a pior crise económica dos nossos tempos, acabar progressivamente com os subsídios é uma forma óbvia de ajudar os governos a cumprir com as suas metas económicas, ambientais e sociais", afirmou o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria. "Para que isto resulte precisamos de programas com objectivos bem definidos, transparentes e com prazos para apoiar agregados pobres e trabalhadores da área da energia que possam ser adversamente afectados no curto prazo. A informação da OCDE e da AIE podem ajudar a orientar este processo", acrescenta 

Segundo reforçam o secretário-geral da OCDE e a directora executiva da AIE, Maria van der Hoeven, os subsídios aos consumidores de combustíveis fósseis frequentemente falham em alcançar os seus objectivos previstos, tais como aliviar a pobreza energética ou promover o desenvolvimento económico e, em vez disso, criam o uso desnecessário de energia, contribuem para a volatilidade dos preços, confundindo os sinais de mercado, encorajando o contrabando de combustível e provocam a baixa competitividade das energias renováveis e das tecnologias de eficiência energética. Para além disso, num período de constante subida dos preços energéticos, "os subsídios representam uma responsabilidade económica", afirmou a responsável da AIE, realçando que a AIE estima que os subsídios que reduzem artificialmente o preço dos combustíveis fósseis chegaram aos 409 biliões de dólares em 2010 - mais 110 biliões do que em 2009, de acordo com dados de um inquérito global feito pela AIE para identificar esses países.

 

China vai investir 2 triliões de yuans numa economia de baixo carbono (27.09.2011)

(Fonte Revista Climatização)

Nos próximos cinco anos, o governo chinês vai investir 2 triliões de yuans (mais de 230 mil milhões de euros), nas áreas da economia verde e do desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono.

Desta forma, segundo noticia o jornal China Daily, o país espera conseguir reduzir em 16% a sua intensidade energética, comparativamente a 2010. O plano inclui a criação de programas de baixo carbono em cinco províncias e oito cidades chinesas e ainda a criação de 100 centros de utilização de recursos, de acordo com Xie Zhenhua.

"Durante este período (2011-2015), o governo chinês vai impulsionar o desenvolvimento de baixo carbono em dez perspectivas", afirmou o vice-ministro da Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Reforma, Xie Zhenhua, durante a segunda edição do China International Eco-City Forum.

Para além do investimento no baixo carbono e de acordo com uma investigação feita recentemente pelo The Pew Charitable Trust, a China é também, hoje, o país líder mundial no investimento em energia "limpa", tendo atingido os 40 mil milhões de euros em 2010, o que representou um crescimento de 39% em relação ao ano de 2009. Ao todo, segundo o relatório, o investimento total global feito em energia "limpa" ultrapassou os 180 mil milhões de euros.

 

Alemanha sem nuclear e com mais renováveis em 2022 (01.06.2011)

(Fonte Revista Climatização)

 

A Alemanha vai encerrar todos os seus reactores nucleares até 2022 e pretende duplicar, para 35%, a sua quota de renováveis na produção de electricidade até 2020. A decisão de encerrar as centrais nucleares foi acordada no passado fim-de-semana pelos partidos que compõem o governo de coligação de Angela Merkel, em resultado do incidente com a central nuclear de Fukushima, no Japão, provocada pelo sismo e tsunami de 11 de Março.

Segundo noticiou a Reuters, aliado a esta estratégia para abandonar o nuclear, a Alemanha definiu ainda os objectivos de duplicar a sua quota de renováveis na produção de electricidade, para 35% e de reduzir em 40% as emissões de gases com efeito de estufa em 2020.

O governo alemão pretende encerrar permanentemente os oito reactores nucleares mais antigos dos 17 actualmente existentes no país. Segundo o calendário acordado, mais seis centrais sairão de funcionamento em 2021, afirmou o ministro do Ambiente alemão, Noerbert Röttgen, e os restante três (os mais recentes) continuarão em funcionamento por mais um ano, ou seja, até 2022. "É definitivo: o fim das três ultimas centrais nucleares é em 2022. Não haverá nenhuma cláusula para revisão", disse Röttgen, citado pelo Financial Times.

A Alemanha foi um dos primeiros países europeus a tomar decisões contra a energia nuclear. No rescaldo da tragédia em Fukushima, Merkel comprometeu-se, num discurso perante o parlamento alemão, a acelerar a transição para as energias renováveis - "queremos chegar rapidamente à era das energias renováveis. Esse é o nosso objectivo". Nessa altura, a chanceler adiou também por três meses a decisão de prolongar o tempo de vida das sete centrais nucleares mais antigas do país. Até aí, 23% da electricidade consumida no país era de origem nuclear.

 

Meta obrigatória de 45% de renováveis em 2030 é fundamental, defende EREC (27.05.2011)

(Fonte Revista Climatização)

 

Uma meta legal obrigatória de 45% de renováveis no consumo de energia final em 2030 é a nova proposta do European Renewable Energy Council (EREC), que teme que a União Europeia (UE) não só não consiga cumprir com o objectivo de reduzir em 80-95% as emissões de gases com efeito de estufa em 2050 (comparativamente a níveis de 1990), como perca a sua posição de liderança nas tecnologias de energias renováveis. O alerta foi lançado no decorrer da conferência bianual da organização europeia, que teve lugar a 24 de Maio em Bruxelas.

O encontro reforçou a necessidade de uma mudança radical no sistema energético europeu, com as actuais políticas a não garantirem o cumprimento do objectivo a longo prazo da UE. Segundo o roteiro para uma economia de baixo carbono da Comissão Europeia, uma continuação das actuais tendências e políticas resultaria numa redução de apenas 40% das emissões de gases com efeitos de estufa em 2050.

Para os especialistas presentes, a imposição de uma meta legal para 2030 serviria como um novo impulso para as renováveis na UE, contribuindo para o cumprimento do objectivo em 2050, para uma maior sustentabilidade e atrairia um maior investimento no sector. "Actualmente, perto de 50% do total de energia consumida na Europa é utilizada para a geração de calor para usos domésticos ou industriais", reforçou o presidente da Renewable Heating and Cooling (RHC) Platform, Gerhard Stryi-Hipp. "Se estamos verdadeiramente decididos a avançar para um sistema energético sustentável na UE, as renováveis precisam de ser alavancadas e uma meta para a próxima década iria ser o suficiente para isso", explicou. 

"A política energética da UE precisa de ser preparada para alcançar o compromisso dos chefes de Estado para a redução de 80/95% das emissões de gases com efeito de estufa. E mais: para manter a posição líder em termos de competitividade, precisamos de uma meta legal de renováveis de 45% em 2030, o que daria um sinal claro aos investidores e desbloquearia os investimentos privados cruciais", referiu o presidente da EREC, Arthouros Zervos.

Representantes das regiões europeias chamaram também a atenção de Bruxelas para a necessidade de uma maior aposta nas renováveis, com o ministro da Energia da região da Alta Áustria, Rudi Anschober, a dar o exemplo - "em 2030, as fontes de energias renováveis vão responder a 100% das necessidades de aquecimento de espaços e de electricidade na Alta Áustria". Segundo o político, "as regiões estão a avançar e a levar a cabo medidas no terreno" para uma Europa mais sustentável. "Bruxelas precisa de seguir o nosso exemplo", alertou.

 

Programa Intelligent Energy Europe vai apoiar 44 novos projectos de renováveis e eficiência energética (21.01.2011)

(Fonte Revista Climatização)

Das 349 propostas de projectos ao programa Intelligent Energy Europe (IEE) em 2010, 44 foram escolhidos e estão agora, e até Março, em fase de negociações para usufruírem dos apoios europeus. Ao todo, para 2010 estavam disponíveis 58 milhões de euros destinados a projectos que contribuíssem para um maior uso das energias renováveis e para aumentar os níveis de eficiência energética na Europa.

As propostas recebidas foram apresentadas por cerca de três mil organizações dos 27 Estados-Membros, mas também da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Croácia. Perto de metade das candidaturas foram apresentadas por pequenas e médias empresas, seguidas por um número substancial de autoridades públicas e organizações não governamentais. De entre os projectos seleccionados, nenhum com coordenação portuguesa foi escolhido.

O IEE tem como missão reforçar os esforços da União Europeia para cumprir com as suas metas energéticas de 2020 e garantir um fornecimento de energia seguro e competitivo ao nível económico enquanto combate as alterações climáticas. Seguindo estas temáticas principais, todos os anos são definidas áreas de actuação e lançadas candidaturas para novos projectos. O programa decorre desde 2007 e até 2013, dispondo de um orçamento total de 730 milhões de euros e cobrindo até 75% dos projectos escolhidos. De acordo com a Comissão Europeia, até hoje foram apoiados aproximadamente 450 projectos no âmbito do IEE.

 

Europa precisa de investir um trilião de euros para alcançar metas em 2020 (19.10.2010)

(Fonte Revista Climatização)

 

Um trilião de euros é quanto a União Europeia (EU) precisa de gastar durante os próximos dez anos para reestruturar o seu sistema energético de forma a reduzir a emissão de gases com efeito de estufa e a assegurar o abastecimento energético, de acordo com a versão provisória da estratégia da UE "Energia 2020" a que a Agência Reuters teve acesso e que deverá ser proposta a 17 de Novembro pelo Comissário europeu para a Energia, Günther Oettinger. No âmbito da eficiência energética, o documento revela que, apesar de todos os argumentos financeiros a favor da eficiência energética, a UE prepara-se para conseguir reduzir apenas 10% do seu consumo energético em 2020, ou seja, metade daquilo que estava previamente estabelecido nas metas europeias.

O rascunho refere como a Europa pode vir a conseguir reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa e a prevenir crises de abastecimento energético, como aquela que aconteceu entre a Rússia e a Ucrânia em Janeiro de 2009. Uma das medidas mais importantes previstas para que isto possa acontecer é a reabilitação massiva do parque edificado existente, reconhecendo o sector dos edifícios como aquele que, juntamente com o dos transportes, representa um maior potencial de poupança. De acordo com a European Builders Confederation (EBC), a pressão combinada para a eficiência energética pode criar emprego em pequenas e médias empresas. "Metas obrigatórias para a renovação são o melhor caminho, mas se não for possível, devemos continuar a ter metas indicativas", afirmou ao EuroActiv o secretário-geral da EBC, Riccardo Viaggi.

Segundo a Dow Jones, o documento defende que a UE devia planear as infra-estruturas mais urgentes, dar prioridade a investimentos capazes de criar novas ferramentas que combinem fundos públicos e privados e acabar com barreiras à construção rápida das infra-estruturas. O documento atribui ainda à falta de infra-estruturas a razão pela qual as fontes de energias renováveis, como a eólica ou a solar, não conseguem ainda competir com as fontes convencionais de energia. "O desafio energético é um dos maiores testes que a Europa tem de enfrentar. Vai levar anos e décadas para colocar o nosso sistema energético num caminho mais sustentável e seguro", lê-se.

Após a apresentação da proposta da estratégia ainda este ano, os líderes europeus vão reunir-se em Fevereiro num encontro dedicado à energia e do qual deverá resultar a nova estratégia que substitua o Plano de Acção para a Eficiência Energética Europeu aprovado em Março de 2007, com horizonte até 2012, e que definiu como meta voluntária para 2020 a redução em 20% do consumo energético.

 

 

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